PARA ME ENTENDER

A minha OPINIÃO é ESQUERDA e VERMELHA. ESQUERDA por ser contrária a toda forma de dominação, de imposição, opressão, discriminação, toda forma contrária aos interesses da maioria, aos interesses da natureza. VERMELHA em homenagem às ideias e aos idealistas contrários ao capitalismo e ao sangue injustamente derramado: sangue inocente, sangue justo, sangue prudente, sangue que corre nas veias e artérias de todo humano que respira, sonha, sofre e padece nas mãos de seu predador... seu semelhante, o próprio HOMEM. Deixo aqui minha humilde homenagem aos meus heróis: Sócrates (O Pai da Filosofia), Sidarta Gautama (O Buda), Mahatma Gandhi, aos Mártires de Chicago, Martin Luther King, Ernesto Rafael Guevara de la Serna (Che Guevara), Carlos Lamarca, Chico Mendes, John Lennon, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Renato Russo, Cazuza, ao eterno Raul Seixas e, acima de tudo e de todos, ao inspirador de todos nós, JESUS CRISTO!















quinta-feira, 25 de agosto de 2011

De 1931 a 1949: Crise, Glória e Jejum

Período de altos e baixos, o Corinthians passou por crises, levou goleadas, se profissionalizou, conquistou o seu terceiro “Tri” e enfrentou longo jejum de nove anos sem títulos paulistas, mas com quatro da Taça São Paulo.

1º de Setembro: O mundo será Preto e Branco – Fonte: Corinthians

De 1931 a 1934: A Primeira Crise Corintiana e a Profissionalização do Futebol
O ano de 1931 ficou marcado pelo início da primeira crise corintiana. Nesse ano, o Corinthians perdeu importantes jogadores para o futebol italiano: o zagueiro Del Debbio e os atacantes Filó, Rato e De Maria foram para a Lazio, de Roma, que foi apelidada, na época, de Brasilazio, e o clube contratou jogadores de pouca ou de nenhuma expressão: Chola, Boulanger e Gallet (já ouviu falar em algum deles?).

Corinthians na década de 1930 - Fonte: Corinthians 1910
Nesse ano o Palestra Itália, o Santos e o São Paulo disputaram o campeonato, que foi definido apenas na última rodada. O então São Paulo da Floresta, que liderava o campeonato permitiu que os outros dois encostassem após empatar, na antepenúltima rodada, com o lanterna Germânia, mas manteve a liderança no jogo seguinte com a vitória de 2 a 1 contra o Sírio e sagrou-se campeão, no último jogo, contra um Corinthians fraco, que já havia levado a goleada histórica de 8 a 0 contra o Palestra Itália, 6 a 0 contra o Santos e 6 a 1, do próprio São Paulo e, nesse último jogo, outra goleada: 4 a 1. Detalhe: em todas elas o Corinthians tinha mando de campo. Nesse ano, com apenas um ano de fundação, o São Paulo conquistou seu primeiro título e ficamos apenas com a sexta colocação, a pior desde a sua fundação, o que levou os torcedores, revoltados, a queimar a sede do clube e provocou o pedido de demissão em massa da diretoria.
No ano seguinte, outra decepção: cinco vitórias, seis derrotas e novamente a sexta colocação. Nesse ano, devido a Guerra Civil da Revolução Constitucionalista, o campeonato foi encerrado ao término do primeiro turno, beneficiando nosso maior rival, o Palestra Itália, que foi declarado campeão daquele ano, e gerou muitos protestos, principalmente por parte do vice São Paulo, que via chances de alcançá-lo no segundo turno. Esse também foi o último Paulistão amador.

Fiel Torcida - Fonte: Corinthinas 1910
O profissionalismo do futebol, que vinha numa crescente sem volta e acabou por chegar de vez em 1933, fez com que, entre esse ano e o seguinte, o Corinthians – que já havia crescido muito e não podia ficar de fora – contratasse o seu primeiro técnico profissional, o uruguaio Pedro Mazzulo. Nessa época também surgiram dois dos mais importantes atacantes da história do Timão, Zuza e Teleco, mas o desempenho ainda estava aquém do desejado por seus torcedores. Ainda inferior aos rivais Palestra Itália, São Paulo e Portuguesa, o máximo que o Corinthians conseguiu foi a quarta posição nos Paulistões de 1933 e 1934, com o Palestra Itália vencendo ambos e se tornando tricampeão e o São Paulo como vice nos dois anos. O consolo alvinegro foi acabar com um incômodo jejum de vitórias sobre o maior rival, o Palestra Itália: o Corinthians estava sem vencer os palestrinos por 12 jogos (11 derrotas e apenas um empate), entre 4 de maio de 1930 e 5 de agosto de 1934, mas no dia 30 de setembro de 1934, o Corinthians quebrou esse tabu com uma vitória por 2 a 0 sobre o rival.

Bola do jogo da quebra do tabu - Fonte: Vai CORINTHIANS

De 1935 a 1939: A Redenção com o terceiro Tri
Em 1935, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), era contra a profissionalização do futebol brasileiro, resolveu lutar para enfraquecer a Apea e a Liga Carioca de Futebol, as primeiras a aderir o profissionalismo. Tentando combater a CBD, em São Paulo foi criada a Federação Brasileira de Futebol (FBF), mas a CBD ofereceu várias vantagens aos clubes que a acatassem, dentre elas amistosos internacionais, que a FBF não podia oferecer, o que fez com que, no Rio de Janeiro, o Vasco da Gama e em São Paulo Corinthians, Palestra Itália e São Paulo passassem a apoiar a CBD e os trio paulista se imporem contra a FBF e a Apea. Nesse ano, Corinthians e Palestra Itália fundaram Liga Bandeirante de Futebol (LBF), que mais tarde passou a se chamar Liga Paulista de Futebol (LPF), e organizaram um campeonato paralelo ao da Apea com a adesão do Santos e do São Paulo.
Apesar da grande melhora da equipe, no campeonato de 1935, o Corinthians não passou da terceira colocação, ficando o Santos com o título e o Palestra Itália como vice da LPF, o São Paulo desistiu de disputar o campeonato para disputar apenas o torneio Início. O artilheiro desse ano foi Teleco com 9 gols.

Teleco, artilheiro dos Paulistas de 1935/36/37 e campeão desse último  - Fonte: Wikipédia
Pela Apea, o campeão foi a Portuguesa e o Ypiranga foi o vice. No ano seguinte, o Corinthians venceu o primeiro turno e manteve uma invencibilidade de 36 jogos, mas perdeu uma melhor de três para o Palestra Itália por 1 a 0, 0 a 0 e 2 a 1, terminando a competição como vice do rival palestrino. De volta ao campeonato, o São Paulo amargou apenas uma oitava colocação. O artilheiro da competição foi novamente o corintiano Teleco, com 28 gols.
No ano de 1937, o espanhol Manoel Correcher assumiu a presidência do clube, o Corinthians foi campeão pela primeira vez como profissional e, pela terceira vez Teleco foi o artilheiro, com 15 gols. Além dele, se destacaram no Timão o zagueiro Jaú, o meio campo Augusto Brandão (ambos integraram a Seleção Brasileira no ano seguinte, no Mundial da França) e o veterano ídolo corintiano Filó, que retornou depois de anos na Lazio. O vice foi o Palestra Itália.

Corinthians de 1937 - Fonte: Vai CORINTHIANS
No ano seguinte, invicto, o Corinthians liderava o campeonato com dois pontos de vantagem sobre o vice líder São Paulo e ambos se encontraram na última rodada. No domingo, aos 21 minutos do primeiro tempo, o jogo foi interrompido por causa das fortes chuvas que caíram na capital paulista, com o São Paulo ganhando o jogo pelo placar de 1 a 0. Dois dias depois, após o recomeço da partida o Corinthians empatou com um gol de Carlito e conquistou o bicampeonato em 1938, restando como consolo ao vice São Paulo, a sua primeira artilharia com 13 gols do seu atacante Elyseo Siqueira. Em 1939 o Corinthians sagrou-se pela terceira vez Tricampeão Paulista (feito que nenhum outro clube paulista conseguiu igualar até hoje), teve seu rival Palestra Itália como vice e Teleco voltou à artilharia, com 32 gols.

De 1940 a 1950: Inauguração do Pacaembu e Longo Jejum

Estádio do Pacaembu no dia da inauguração – Fonte: Wikipédia
O ano de 1940 marca inauguração do Pacaembu, Estádio que o Corinthians passou a utilizar em mandos de jogo, já que o Parque São Jorge se tornara pequeno para abrigar a sua crescente torcida. Porém nesse ano, o Corinthians amargou um quarto lugar, tendo o Palestra Itália como campeão, a Portuguesa como vice e o Ypiranga na terceira colocação.
No campeonato de 1941 o Corinthians conquistou seu último Campeonato Paulista da década de 1940, que só não foi novamente de forma invicta, por sofrer uma derrota, na última rodada, contra o Palestra Itália. A partir daí, um jejum de nove anos, amargando cinco vice campeonatos nos anos de 1942, 1943, 1945, 1946 e 1947, uma terceira colocação em 1944 e uma quarta posição em 1948.
Com esse jejum, o Timão teve que se consolar com a conquista dos títulos de 1942, 1943, 1947 e 1948 da Taça São Paulo, um torneio que reunia os três primeiros colocados do ano anterior. Esse torneio, que foi disputado entre os anos de 1942 e 1952, teve o Corinthians com cinco títulos (além dos quatro, o último, em 1952), o Palmeiras com quatro (1945, 1946, 1950 e 1951), o São Paulo com um (1944) e o Santos um (1949). O Corinthians ficou com a posse definitiva da taça após a sua última edição.
"O Corinthians é o time do povo e é o povo quem vai fazer o time"
Miguel Bataglia

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Todo professor deve ter um pouco de ator


Formado em direito e filosofia, professor da Universidade Federal de Pernambuco por 32 anos e ocupante da cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras, o escritor, dramaturgo e poeta Ariano Suassuna, hoje com 84 anos de idade, concedeu em 2007 uma apaixonante entrevista à revista NOVA ESCOLA.
Fonte: Wikipédia
Autor de “O Auto da Compadecida” e ferrenho defensor da cultura popular brasileira, Ariano Suassuna, aos 80 anos de idade, como Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, se empenhou para colocar em prática o projeto “A Onça Malhada, a Favela e o Arraial”, uma iniciativa que levou suas aulas-espetáculo ao povo pernambucano mais simples.

Fonte: Wikipédia
Confira abaixo a entrevista concedida à revista NOVA ESCOLA em sua edição 203 de junho/julho 2007:
Com quantos anos o senhor aprendeu a ler?
Ariano Suassuna Antes de entrar para a escola, aos 7 anos, orientado pela minha mãe e por uma tia, lá no sertão de Taperoá, na Paraíba. Hoje isso é muito raro, pois as mulheres têm de trabalhar fora, não é?

O hábito da leitura vem dessa mesma época?
Suassuna Eu não tenho o hábito da leitura. Eu tenho a paixão da leitura. O livro sempre foi para mim uma fonte de encantamento. Eu leio com prazer, leio com alegria. O meu pai, que perdi aos 3 anos de idade, deixou de herança para nós uma biblioteca fabulosa para os padrões do sertão naquela época. Tinha de tudo. Ibsen, Dostoiévski, Cervantes, Machado de Assis, Euclides da Cunha. Meus tios também viviam comprando livros em Campina Grande para eu ler. Era Eça de Queiroz, Guerra Junqueira e um título do qual me lembro muito, Dodinho, de José Lins do Rego.

Como começou a escrever?
Suassuna Certo dia, eu tive uma prova de Geografia e não sabia nada. Então, resolvi dar as respostas por meio de versos. O professor quis saber quem era aquele aluno e, em vez de me dar uma bronca, me elogiou. Dias depois, ele deu um jeito de publicar no Jornal do Commercio, aqui, do Recife, um de meus poemas que havia mostrado a ele. Em 1947, eu e outro colega fundamos o Teatro do Estudante de Pernambuco, que encenava peças de nossa autoria. Nesse mesmo ano, escrevi Uma Mulher Vestida de Sol e não parei mais.


No que está trabalhando agora?
Suassuna Estou concluindo o Romance d’A Pedra do Reino, lançado em 1971. Estou devendo isso aos meus leitores desde 1981.

O senhor usa o computador para escrever?
Suassuna Jamais! Escrevo tudo a mão. Minha letra é muito bonita. Acho que a única função do computador foi aposentar as máquinas de datilografia, que já usei um dia. O meu genro é quem lê os originais e depois passa para o computador.


A popularização de sua obra literária se deve muito à TV. Como ela pode se tornar um aliado do professor no fomento à paixão pela leitura?
Suassuna A TV é um meio de comunicação no qual a oralidade predomina. Se o professor escolher boas adaptações, como a que Guel Arraes fez de O Coronel e o Lobisomem, do meu amigo José Cândido de Carvalho, exibir para os alunos e depois facilitar o acesso ao livro, eu duvido que eles não se interessem. Mas é preciso lembrar de fazer o aluno participar da aula, como se fosse um ator!

Essa era sua estratégia em sala de aula quando lecionava?
Suassuna Eu sou professor desde os 17 anos. Sempre fui criativo. Uma das coisas de que fazia muita questão é que meus alunos não se entediassem. Acho que todo professor tem de ter alguma coisa de ator, senão ele não terá sucesso. Sendo somente um expositor de idéias, dificilmente ele chamará a atenção dos estudantes.

Como era seu método de avaliação?
Suassuna Na universidade, minhas provas não eram difíceis e nunca reprovei por faltas. Eu não queria que os alunos fossem à aula por obrigação. Fazia questão de nunca fazer chamada e também passava trabalhos que estivessem de acordo com o nível de aprendizado deles.

Suas aulas-espetáculo, que já encantaram tantas pessoas Brasil afora, são planejadas?
Suassuna Não. Eu tenho um certo dom de improviso e ele nunca me faltou. Uma vez, um colega me provocou por causa disso e eu recorri a uma estrofe de um cantador de repentes que eu conhecia para dar a resposta. Ela diz assim: "Para brigar de tiro e faca/ não sirvo/ não presto não./ Mas solto assim sobre um palco/com um microfone na mão./ Eu sou onça matadeira/ sou tigre bravo e leão". Ele ficou com tanto medo de mim que se encolheu todo.

Hoje muitos professores promovem rodas de conversa com as crianças. O que o senhor pensa dessa prática?
Suassuna Acho ótimo! Não tem nada melhor do que desenvolver a oralidade desde cedo. Eu, muito antes de saber ler, já recitava de cor muitos versos de cordel e acompanhava as cantorias de viola em Taperoá, para onde volto sempre. No sertão, a gente fala muito e foi justamente desse falatório todo que tirei inspiração para os meus livros.

O senhor é um crítico ferrenho do chamado "lixo cultural" que os Estados Unidos tentam impor ao resto do mundo. Quando isso começou aqui no Brasil?
Suassuna Na época da Segunda Guerra. Natal e Recife se tornaram bases aéreas e navais importantes para os Estados Unidos e se encheram de americanos. Dizem que lá em Natal um sertanejo analfabeto pegou um táxi e foi dar uma volta pela cidade. E aí ele viu uma placa com as expressões "Stop" e "Pare". Sem saber ler, perguntou ao motorista o que significava. Este, já tão colonizado pelos americanos, respondeu: "‘Stop’, que está em cima, significa pare. Embaixo está escrito ‘peire’, mas eu não sei o que significa, não". Quer dizer: o chofer nem sabia mais ler em português. (risos)

Qual sua prioridade na Secretaria de Cultura?
Suassuna É o projeto A Onça Malhada, a Favela e o Arraial, que vai percorrer Pernambuco levando dança, teatro, música, canto e literatura ao público. As apresentações acontecerão em um circo itinerante. O nome do projeto, eu explico de trás para a frente. O arraial é uma homenagem a Canudos, o episódio mais significativo da história brasileira. Já a favela é por que lá moram os que também precisam de cultura, como eu e você. Quanto ao fato de a onça ser malhada, trata-se de um mea-culpa que fiz sobre o jeito como classificava o povo brasileiro.

E o que o senhor fez?
Suassuna Deixei de ouvir todos e até a mim mesmo e fui consultar o movimento negro do Recife. Me disseram que todos esses termos (pardos, morenos, mestiços) atrapalhavam a vida e eles só queriam ser vistos como negros, simplesmente. Por isso eu passei a não representar mais o povo brasileiro pela onça castanha, a mestiça, e sim pela malhada, aquela que tem as cores misturadas e, de certa forma, representa todas as nossas tonalidades de pele.

Então, ao escrever o Auto da Compadecida, em 1955, o senhor ainda não tinha consciência do problema racial brasileiro?
Suassuna Isso mesmo. Tanto que na primeira versão o Cristo era branco. A mudança na cor da pele foi um momento de indignação meu motivado pelo comportamento dos americanos. Tinha visto na revista Life a foto e a notícia de um comício contra a inclusão das primeiras crianças negras nas escolas brancas dos Estados Unidos. Em primeiro plano na foto tinha uma mulher segurando um cartaz que dizia: "Deus foi o primeiro segregacionista ao criar raças diferentes". Atribuir a Deus uma coisa tão odiosa quanto o racismo me deu uma raiva tão grande que na mesma hora mudei o texto e transformei o Cristo num negro.

Qual a diferença entre ter virado imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1999, e ser homenageado pela escola de samba carioca Império Serrano três anos depois?
Suassuna Absolutamente nenhuma. Cada uma teve seu lado negativo e positivo. Os rituais da academia são um pouco burocratizados, mas fiquei honrado de pertencer à mesma instituição do meu grande mestre, Euclides da Cunha. Já a escola de samba tem muita coisa massificada. No dia em que recebi o titulo de doutor honoris causa da Univesidade Federal do Rio de Janeiro, a Império Serrano levou para a cerimônia uma parte da bateria, o mestre-sala, a porta-bandeira e uma ala de meninas e outra de baianas velhas, negras e lindas. Esse povo começou a tocar e a dançar em minha homenagem e beijava o estandarte da escola com uma paixão tão grande que pensei: da mesma forma que fui para a posse da Academia eu tenho de ir ao desfile na Marquês de Sapucaí. E foi aquilo...

No seu discurso de posse na ABL, por sinal, o senhor desenganou os pretendentes à sua cadeira dizendo que decidira não morrer nunca. Ao completar 80 anos, essa promessa se mantém?
Suassuna Sim. Você ainda vai me entrevistar quando eu tiver 160 anos. Isso se você tomar algumas providências.
Que jeito era esse?
Suassuna Eu tinha aprendido com Euclides da Cunha que nós éramos pardos. Gilberto Freyre, por sua vez, dizia que éramos morenos. Até que no censo de 1980 voltou a pergunta sobre a cor das pessoas. Deu uma polêmica danada. Vieram me ouvir e eu dizia que todo brasileiro era mestiço, influenciado por Sylvio Romero. Quando a dúvida ficou insuportável, só uma frase do padre Vieira me salvou. Ele diz: "Quem quiser acertar em história, em política ou em sociologia deve consultar as entranhas dos sacrificados".

“Sou um pouco ator, como todo professor deve ser.”
Ariano Suassuna

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SÓ OBSERVANDO!

Mais uma mensagem de conforto e para reflexão, recebida pelo correio eletrônico. Dessa vez, graças a Deus, não estava precisando por estar sofrendo, mas é sempre bom recebê-las para alimentar a alma, afinal... “Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra de Deus.” Lucas 4:4
 
O padre de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar.
A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.
O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora. Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.
A curiosidade do padre crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali. O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim.
Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.
E disse a oração que fazia:
'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'
O padre, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.
'É hora de ir' - disse Jim sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.
O padre ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes.
Teve então, um lindo encontro com Jesus. Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...
'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não  sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'
Certo dia, o padre notou que Jim não havia aparecido. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo.
Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.
O chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!
Ao encontrá-lo, o padre colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:
- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!
Parecendo surpreso, o velho virou-se para o padre e disse com um largo sorriso:
- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:
'Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias. 
Agora sou eu quem o está observando... E cuidando!'.
Jesus disse: 'Se vós tendes vergonha de mim, também me envergonharei de vós diante do meu Pai.'
E se você não está envergonhado, passe essa mensagem adiante. Jesus é sempre o melhor amigo. SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO OBSERVADO (a)!
TENHA  UM  LINDO  DIA! 


LEIA SOMENTE SE VOCÊ TIVER TEMPO PRA DEUS.
Deixa eu te pedir uma coisa:  tenha certeza, que você irá ler até o fim, eu quase deletei essa mensagem, e fui abençoado quando eu terminei de ler.
A falta de tempo para  Deus é exatamente  o que tem causado uma porção de problemas no mundo  em que vivemos.
Resumimos-nos em encontrar Deus somente nas igrejas aos domingos de manhã talvez nos domingos à noite...
Ocupando-nos com nossas obrigações durante a semana toda.
Lembramos dele somente quando estamos doentes, e, claro, em velórios , quando perdemos entes queridos.
Porém, não temos tempo pra ele durante o trabalho, lazer etc...
Não importa em que lugar do mundo, simplesmente , achamos que podemos nos virar sozinho.
Que Deus nos perdoe por esses  pensamentos!
Não existe tempo ou lugar em que ele não possa estar conosco.
Deveríamos sempre parar e pensar em tudo que ele fez e tem feito por nós se você não estiver envergonhado continue lendo abaixo.
Jesus disse: se  sentires vergonha de mim eu também sentirei vergonha de você quando estivermos na frente de meu pai.
Continue apenas se você o ama.
Sim, eu amo meu Deus! Ele é a razão da minha existência e meu salvador!
Ele me mantém vivo a cada dia.  Sem ele eu não seria nada, mas com ele me sinto forte.
Se você ama à Deus e não sente vergonha dele, nem de todas as coisas maravilhosas que ele tem feito por você, envie esta mensagem a todos os amigos.
Ainda tem tempo pra continuar lendo?
Fácil x difícil por que é tão difícil dizer a verdade e tão fácil contar uma mentira?
Por que sentimos tanto sono na igreja durante o sermão, mas acordamos rapidinho quando está quase terminando o culto?
De todos os presentes que recebemos de graça, a oração é o mais importante. Não custa nada e traz maravilhosas recompensas!
Não é engraçado como as pessoas recusam à Deus e depois se perguntam por que o mundo parece o inferno?
Não é engraçado como as pessoas dizem : sim eu creio em Deus, mas ainda continuam adorando satanás, que a propósito, também acredita em  Deus.
Não é engraçado como você envia milhares de piadas  e elas se espalham como um incêndio numa floresta, mas quando você ou alguém começa ler um e-mail e percebe que é sobre Deus pensa mil vezes antes de dividi-lo com os amigos da sua lista ?
Não é engraçado que quando você terminar de ler essa mensagem, você não irá mandar para todos seus amigos, porque  não tem certeza se eles acreditam em Deus ou não , ou  porque se sentirá envergonhado a respeito do que vão pensar sobre você, por mandar uma mensagem sobre Deus?
Não é engraçado que eu estou mais preocupado no que as pessoas irão pensar de mim, do que sobre o que Deus irá pensar de mim?
Que todos aqueles que recebam essa mensagem envie para todos seus amigos e que eles sejam infinitamente abençoados por Deus. Amém!


A mensagem enviada pela amiga Paula Rivanda e considero perfeita, não restando nada a fazer a não ser refletir sobre o seu conteúdo. Como reflexão é algo muito pessoal, cabe a cada um de nós analisá-la refletindo sobre nossos atos e nosso jeito de ser.